sexta-feira, 21 de abril de 2017

Refutações ao Protestantismo - Sacramento da Eucaristia

Dias atrás conversando com  amigo protestante, ocorreu um certo debate via WhatsApp sobre uma série de objeções protestantes a fé católica e resolvi então, com mais calma, refutar tais mentiras e demasiada ignorância que ronda a decendência de Lutero.
Uma das dúvidas perguntadas dizia respeito a doutrina dos sacramentos nas sagradas letras, e já que um filho de Lutero não sobrevive se tudo que ele imagina não estiver escrito nas escrituras, resolvi então escrever este modesto artigo.

Mas vamos lá, não tem problema, qualquer católico minimamente instruído, rebate tais objeções com um dos olhos fechados e uma mão atada.

Uma das melhores explicações que já encontrei até hoje foi a exegése do capítulo 6 de São João, o discurso do Pão da Vida, pois é simplesmente um golpe de marreta na cabeça de qualquer herége que diz que a Eucaristia é somente um pedaço de pão, e que tal sacramento somente simboliza o Corpo de Nosso Senhor.

Antes de tudo, para nós católicos, não é necessário exegése para acreditarmos na Sagrada Eucaristia. Como diz São João Bosco em uma de suas orações: "Creio, porque Vós o dissestes." Simples, preciso, repleto de humildade que Nosso Senhor merece. Além disso, como diz também Nosso Senhor: "Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!" (São João 20, 29)

Disto isto, vamos a refutação do argumento protestante. Nosso Senhor fala de algo que parecia impossível para os judeus, que nós deveríamos comer a Sua Carne para termos a vida eterna.

No começo do capítulo são narradas duas figuras da Sagrada Eucarísitia: A primeira é a multiplicação dos pães, a segunda é a narrativa do Maná do deserto, que é uma pré-figura da mesma Eucaristia.

Mas vamos nos prender ao detalhe mais interessante deste capítulo: o verbo "comer". Este aparece 12 vezes no capítulo e são elas: Versículos 5, 31 (2 vezes), 49, 50, 51, 52, 53, 54, 56, 57, 58. O texto que nos interessa em questão são os versículos 49 em diante. Vou colocar dois versículos em grego para entendermos a argumentação.

49 οἱ πατέρες ὑμῶν ἔφαγον ἐν τῇ ἐρήμῳ τὸ μάννα καὶ ἀπέθανον:
49. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram.

56 τρώγων μου τὴν σάρκα καὶ πίνων μου τὸ αἷμα ἔχει ζωὴν αἰώνιον, κἀγὼ ἀναστήσω αὐτὸν τῇ ἐσχάτῃ ἡμέρᾳ.
56. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

Notem que existe uma diferença entre os dois verbos usados no versículo 49 (efagon) e 56 (trogo) . Os dois verbos significam "comer", porém o primeiro é usado em sentido simbólico e literal nas segradas letras, dependendo do versículo. Além disso, este verbo aparece nos versículos 31, 49, 50, 51, 52, 53. Já o segundo verbo (trogo) é usado poucas vezes nas sagradas letras e tem somente o sentido literal de "mastigar", e aparece nos versículo 54, 56, 57 e 58.

Notem quão interessante é a sequência do texto. Nosso Senhor começa o discurso do Pão da Vida no versículo 31. O judeus e os apóstolos ficaram surpresos e sem entender como Nosso Senhor poderia dar sua carne para comermos. Os judeus murmuram entre si. Nosso Senhor os repreende. Nosso Senhor continua afirmando a doutrina da transubstanciação. Até que no versículo 52 os judeus novamente questionam como aquilo seria possível. O texto sagrado então fica bastante claro a partir do versículo 54. Nosso Senhor afirma categoricamente que era necessário mastigar a sua carne, através do uso do vergo "trogo" e não mais "efagon".

Logo a frente, no versículo 61, Nosso Senhor pergunta: "Isto vos escandaliza?" E sem meias palavras e sem respeito humano pergunta aos apóstolos no versículo 67. "Quereis vós também retirar-vos?"

Pois bem, escandalizados estão os protestantes com tal ensinamento e tal doutrina. Retiraram-se da única Igreja de Cristo por duvidar de Suas Santas palavras.

Continuo no próximo artigo.

Eugênio Mendes

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